Muitas vezes o verdadeiro sentido do amor sofre distorções,
o que nos leva a compreensão do amor de uma maneira diferente daquela que
realmente reflete o amor de Deus por nós, que é o perfeito amor.
Deus nos ama incondicionalmente e gratuitamente e somos
então convidados a “nos amar uns aos outros, pois o amor vem de Deus (I Jo 4,7)”
e ainda nos é pedido: “O que amar a Deus ame também o seu irmão (I Jo 4, 21)”.
O amor primeiro que devemos ter é o amor a Deus, e esse amor
não deve ser sinônimo de temor, uma vez que “No amor não há temor. Antes, o
perfeito amor lança fora o temor (I Jo, 4, 18).”
O amor que Deus tem por nós é um amor gratuito e
independente de qualquer situação. E por sermos filhos tão amados, somos
impulsionados a construir a civilização do amor.
Muitas vezes o amor de Deus pelos seus filhos não é
correspondido, assim como aconteceu com Oséias que amava incondicionalmente sua
esposa infiel (Livro de Oséias). Mas ainda assim, Deus continua amando. E tendo
a certeza desse amor que nos ampara, somos convidados a refletir esse amor por
onde estivermos.
Karina Santana